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Conhece o Wattpad?




Oi pessoal, hoje vamos falar um pouco do Wattpad, alguém já o conhece?

O Wattpad é uma aplicativo para escrever, ler e divulgar livros, fanfics, séries literárias.
Ele é bem prático e fácil de usar e está disponível para Android e iOS, além de você poder acessá-lo no browser do pc.

Existem milhares de histórias nele, e o que é mais interessante, brasileiras. Há muitas obras originais (como um livro meu) que já fazem sucesso por lá, sendo variados os estilos, classificação por idade e temas.

Vale muito a pena dar uma passada por lá e garimpar aquilo que te agrada como leitor, tenho certeza que você vai achar alguma coisa. E se sua praia é escrever, não perca mais tempo, use-o a seu favor, exponha o que produz lá e já tenha o retorno do público diretamente, pois há espaço para avaliação e comentários. Tudo que precisa ser feito é um breve cadastro.

Se quiser começar, caso ainda não conheça essa plataforma, te convido a conhecer meu perfil, espiar o que andei postando lá e quem sabe deixando seu cometário para mim?!

Só clicar aqui: https://www.wattpad.com/user/BrendaChaia Confira mesmo se já conhecer o Wattpad. 
;)

Não arranje mais desculpas para esconder seu trabalho, encontre as oportunidades. 

Compartilhar


Hoje venho falar da importância de compartilhar.

Na vida, nos sonhos, nas horas tristes... se estivermos sozinhos tudo fica mais difícil, o desafio fica maior.

Foi pensando nisso que resolvi criar o projeto "O QG dos Escritores", um espaço para qualquer escritor que queira dividir com outros seus medos, suas dúvidas e suas obras.  Lá também seria muito bem vindos os betas (leitores "críticos") para enriquecer ainda mais nossa troca.

Lá, juntos, poderemos nos ajudar a enriquecer nossas próprias histórias, a descobrir como coloca-las para o mundo, divulga-las, enfim, unidos poderemos descobrir o "caminho das pedras" para que nossa escrita possa ser cada vez mais marcante e presente.

Convido vocês a fazerem parte deste grupo, basta entrar aqui https://www.facebook.com/qgdosescritores/ e curtir.

Vamos todos criar novos mundos e possibilidades?

Sobre letramento e o Fanfiction



O Fanfiction é visto como um passatempo por grande parte de seus leitores e escritores. Sua produção voluntária e amadora e seu desinteresse econômico o tornaram apenas um hobby para os milhões de usuários mundiais que participam ativamente das comunidades de Fanfiction. No entanto, seu impacto e sua importância vão muito mais além dos momentos de prazer que a leitura ou escrita de uma história podem proporcionar. E para entender a verdadeira posição que o Fanfiction ocupa hoje precisamos falar sobre a indústria das prisões privadas.

Os EUA contam hoje com a maior rede privada de prisões no mundo[1]. Também contam a maior população carcerária do planeta[2]. O mercado de prisões é forte e continua aquecido por lá, mas para que essa indústria da prisão se mantenha sólida é preciso planejar bem seu crescimento. É preciso saber qual será a média de presos por ano, quantas novas celas é preciso construir, quantas unidades é preciso ampliar. E para calcular como essa população carcerária cresce, a conta é simples. Basta saber quantas crianças até 11 anos não sabem ler.

As estatísticas são duras: 75% dos estudantes que não conseguem ler corretamente até o fim da quarta série do fundamental acabarão na cadeia ou em abrigos governamentais[3]. E não estão restritas aos EUA: segundo a UNICEF, “aproximadamente 1 bilhão de pessoas começará o sec. XXI incapaz de ler um livro ou assinar seus nomes, e dois terços dessas pessoas serão mulheres.”[4] Mais do que sua funcionalidade, a habilidade de ler e escrever se tornou uma das principais ferramentas de crescimento pessoal. É por isso que estudos americanos utilizam separação entre a “alfabetização” (habilidade de ler e escrever) e o “literacy”, ou “letramento”. Enquanto um alfabetizado pode ler, um letrado pode entender o que está escrito. E enquanto um alfabetizado pode escrever, o letrado pode utilizar a escrita para comunicar seus pensamentos.

Infelizmente o sistema educacional do Brasil não investe no letramento, apenas na alfabetização. O resultado é visível: 27% dos brasileiros são analfabetos funcionais, pessoas que conhecem as letras e os números, mas são incapazes de apreender sentido deles[5]. Para se ter uma ideia do problema do letramento, no ENEM de 2014 apenas 250 estudantes, em todo o país, tiraram nota máxima em redação. Enquanto aproximadamente 529 mil tiraram nota zero. Desses, 217 mil por fugirem do tema da redação: embora soubessem ler, não conseguiram interpretar o enunciado da questão[6].

Com a média de 1,7 livro lido por ano, o Brasil está na lanterna do letramento. E grande parte disso se deve a falta de incentivo da leitura. Pais não leem para os filhos, estudantes abandonam a escola, professores também não leem[7] e os livros de leitura obrigatória nas escolas se tornam fardos ao invés de diversão. Com a relação direta entre analfabetismo e a pobreza e violência, uma parte significativa de nossa situação social e econômica se deve à nossa ausência de letramento.

Nesse cenário tão desolador, o Fanfiction surge como uma ferramenta precisa de combate ao analfabetismo funcional. Estudos[8][9][10] demonstram que escritores de Fanfiction apresentam taxas de letramento muito mais altas que estudantes regulares em mesma situação. Isto é, se dois estudantes que receberam a mesma educação são colocados lado a lado, o autor de Fanfiction ainda assim tem seu letramento mais desenvolvido. Cientistas de Baltimore também descobriram que o letramento muda as estruturas cerebrais, retardando o envelhecimento do cérebro e aumentando o poder cognitivo[]. Ou seja, escritores de Fanfiction exercitam sua estrutura cerebral ao escreverem.

Mas o Fanfiction não precisa estar limitado à Internet. Professores que aplicaram exercícios de escrita tipo Fanfiction em salas de aula relataram melhora significativa no letramento dos alunos[11][12][13], com 100% dos estudos de caso retornando resultados positivos. Não só o Fanfiction é um divertido passatempo, como também é uma poderosa ferramenta educacional. Até os clássicos “cabeça” da aula de literatura são mais bem recebidos pelos alunos quando eles podem escrever Fanfiction sobre os livros[14]. Capitu alienígena e Auto da Barca do Inferno versão brasileira? Não há limites para a imaginação.

Qualquer auxílio para deter o crescimento do analfabetismo funcional é bem-vindo. Aplicar o Fanfiction em sala de aula, escrever só entre amigos, publicar na web ou colar no mural da escola, todas são iniciativas válidas. Da mesma forma que é positivo incentivar crianças a lerem e escreverem Fanfiction, a compartilhar as obras com os adolescentes, adultos e idosos. No experimento em Baltimore, a taxa de letramento subiu exponencialmente entre crianças quando idosos do asilo local se propuseram a ler para elas e conversar com elas sobre os livros. Clubes de leitura, discussões coletivas e comunidades de fãs também conseguem injetar aumentos significativos no letramento.

Que escrever sobre nossos personagens e ideias é divertido, disso ninguém duvida. Mas saber que o Fanfiction melhora a cognição, desenvolve o cérebro, serve de ferramenta de ensino, é capaz de diminuir as taxas de pobreza e violência e até ajudar a esvaziar as prisões do mundo coloca a atividade em outro patamar. E essa é também a responsabilidade de todo autor da comunidade, de todo leitor e de todo beta, designer, moderador, administrador... Se, um dia, as prisões privadas deixarão de ser um negócio lucrativo é difícil de saber. Mas cada vez que escrevemos, estamos ajudando esse sonho a se concretizar.



Era uma vez...





Era uma vez uma fã de Harry Potter que queria muito poder mudar algumas coisas na história mais cativante que já tinha lido, então ela descobriu as fanfics e resolveu escrever uma só dela.

E foi assim que eu comecei a escrever, lá em 2009/2010, e logo de cara a minha primeira fanfic ganhou vários prêmios, naquelas épocas de comunidades de Orkut.

Foram esses prêmios e o carinho de leitores que me deu coragem para escrever uma história inicial e então nasceu “Alice”, meu primeiro livro, que foi publicado em agosto de 2012. Agora, em 2016, lancei meu segundo livro, As linhas que escrevi, disponibilizado em e-book apenas.

Escrever não é fácil e o sonho de ser um escritor, ao menos um pouco reconhecido, é um grande desafio a se realizar, mas não impossível. O que eu aprendi com as minhas experiências?

Não seja afoito! Pois é, eu quis muito que “Alice” chegasse até as pessoas e acabei metendo os pés pelas mãos. Não escolhi bem e acabei me afiliando a uma editora* caloteira e até hoje sigo com processo na justiça. Por isso meu segundo livro ainda não está disponível impresso, gato escaldado tem medo de água fria.

Depois, releia o que escreveu e pergunte se você gostaria de ler o que está ali. Sim? Então se joga! A internet hoje facilita muito o nosso trabalho e existem plataformas para que seu livro possa chegar a outras pessoas, monitorizado ou não, aí a escolha é sua.

As vezes o retorno é lento e vem aquela vontade de desistir, mas não permita que o seu “Era uma vez..” vire fim. Quem acredita em mundos incríveis e os escreve, tem que acreditar que em algum momento as coisas nessa realidade aqui também vão acontecer.
Escrever é a arte de eternizar sentimentos, momentos e a gente mesmo, vamos todos ser infinitos!

Boas leituras, mas principalmente, ótimos “era uma vez” vindos de dentro de você mesmo.


*A Editora é Literato/Bravo Grupo Editorial sediada em Belo Horizonte/MG. Se alguém já ouviu falar, ou pensou em fazer negócios com eles, corram para as masmorras, para bem longe deles.

FANFICS DE TERROR/ ENTREVISTA E DICAS DE HADASSA M. VAZ


Oi, gente! Nathalia falan...Ér, digitando aqui! Como vai a vó? E aquele capítulo, já escreveu?

  Escrever já é um desafio, certo? Mas e quando o gênero é terror? Para uns... Super fácil, mas para outros (como eu), um pesadelo!
  Descrever os sentimentos dos personagens, é uma coisa bem difícil. Parece que quando você imagina, tal cena fica mais emocionante/engraçado/assustador. Para que o leitor se sinta dentro da estória, detalhando lugares, sons e medos é preciso um grande esforço. 
  Eu vou contar que quase não leio estórias de terror, simplesmente por não dar medo, ou ser a mesma estória de sempre, casa abandonada, construída em cima de um velho cemitério indígena. Pera... índios têm cemitério?
  Por isso, fiz algumas perguntas para uma grande autora, Hadassa M. Vaz que mal conheço e já considero pakas .
  Ela foi a única que conseguiu me dar medo com a escrita. Além de ser bem simpática, ela vai dar algumas dicas para você que está começando agora.

1. Como é descrever “uma lugar assustador”?

  Eu acredito que a questão nem é tanto o ambiente em si, mas a atmosfera que você cria. A cena pode se passar numa casa perfeitamente limpa e bem organizada, quanto numa verdadeira bagunça, com teias de aranha, madeira quebrada e etc... O principal é deixar passar a tensão que o local propicia.

 Melhor dica sério, vou levar pro resto da minha vida;

   2. Como é criar essa tensão?

  Você pode usar vários elementos, algo mais físico e concreto como o barulho de um assobio, um vento que balança as janelas, a chuva que não para e também o emocional, a tensão das pessoas que estão no local. A inquietação é um bom sentimento a ser usado na hora.
 Pode usar intrigas também, mostrar que tem algo errado com os personagens daquela cena mesmo que eles não queiram demonstrar isso. Nesse caso colocá-los sempre se movendo, um tique nervoso ou algo do gênero ajuda.

   3. E na sua opinião, qual é o mais difícil?

  O emocional, sem dúvida. De nada irá adiantar uma risada estranha no meio da noite se você não puder descrever como o personagem se sentiu com ela.

   4. E qual sua dica pra quem é péssimo em descrever momentos do gênero?

  Tente lembrar daquilo que te causa mais medo, do que realmente te arrepia e coloque isso no papel. É uma boa forma de começar, compreendendo o que é sentir medo, se lembrando do que te causa medo.

   5. E como sempre, quem esta começando recebe criticas... De alguma forma, usa isso ao seu favor para escrever?

  Sempre. Quando você começa a escrever deve ter em mente que precisará aprender a lidar com as críticas, elas podem te ajudar bastante contato que você tire o seu emocional da reta e se concentre no profissional. Claro em alguns momentos algumas delas te causa fúria e raiva, é natural. O importante é se lembrar de manter o controle, mesmo quando você realmente está com raiva do que foi dito. Vai perceber depois quando mais calmo, que não foi de todo ruim ser criticado se puder usar isso para melhorar a si mesmo.

 Autora mais que especial <3 

Gostaram das dicas? 

Quem quiser mais, é só entrar no grupo oficial do Nyah e procurar bem que você acha a Hadassa, que sempre faz posts sobre dicas ou suas obras mesmo. Além de autora, ela é capista, e já lançou alguns livros. Quem quiser conhecer mais o trabalho dela e ler suas fics postadas no Nyah, é só clicar aqui para abrir o perfil dela.

Beijos gladiador(a)!

Escrever fanfics/fanfictions não torna ninguém pior ou melhor


Quase sempre vejo pessoas mostrando que as fanfics/fanfictions ainda sofrem preconceito por parte de um grande número de escritores em sites de escrita, não importa em qual seja, elas ainda veem que são tratadas como se não conseguissem escrever nada original e isso as tornariam menos escritoras ou menos importantes, pois eles tomaram vários dias só para ter uma ideia original, sendo que vamos combinar, a gente não faz nada 100% original e sim alguns elementos originais.

Se a pessoa escreve em fandoms de cartoons, animes ou filmes animados, aumentam as chances de serem rotuladas como infantis, pois desenhos são para crianças e não para adolescentes ou adultos ou idosos. E também falam que ela vai conseguir sucesso mais fácil, uma vez que se ela posta em Naruto é 100% de certeza que vai conseguir, isso na visão da pessoa que reclama. E não é bem assim, mesmo em fandoms de animes em populares, se você não posta com NaruHina, SasuSaku, Romance como foco ou qualquer outro ship, é quase certeza que não vai fazer sucesso, mas existem ships que flopam também, até mesmo NaruHina ou SasuSaku podem flopar, então o que eu disse foi algo baseado na visão de vários.

O fandom de livros tem autores que proíbem as fanfics/fanfictions, ou seja, se você escrever uma fanfic/fanfiction dessa obra pode ser processado pelo autor original do livro. 

Por mais que escrever fanfics/fanfictions pareça fácil, não é caso você faça uma com as personalidades dos personagens quase iguais as das mídias, além de continuar com o universo original, caso seja essa a sua ideia e é bem difícil, mas existe um problema na hora de escrever essas histórias de fãs, o plágio.

Até onde elas são nossas e até onde elas são plágios?
Esse link vai te socorrer e saciar as dúvidas daqueles que sempre acham que todas as histórias de fãs são plágios.

Algumas pessoas só conseguem escrever fanfics/fanfictions, mas não é por isso que todos os escritores desse tipo de ficção não consigam escrever histórias originais, aquelas que eu citei no começo do post. Essas pessoas que não conseguem criar seus conceitos originais que diferenciam uma original de uma ficção de fã, criam personagens originais dentro da história e é o que nós chamamos de OC ou Original Character, PO ou Personagem Original. 

Além disso, existem fanfics/fanfictions interativas, que se passam no universo do fandom, mas existem personagens originais, algumas vezes com os da obra, outros só com o universo e alguns até em universo alternativo, algo bem diferente e louco.

Uma coisa que assombra as fanfics/fanfictions são os OOCs, Out of Character ou FdP, Fora do Personagem. Quando é com motivo, ninguém reclama, mas quando o autor não dá motivo nenhum, ai geral fica louco e se for em universo alternativo, puts, ai que a galera do fandom pode enlouquecer. Só que existem aqueles que gostam de OOC + UA, outros que gostam só de OOC, outros que gostam só de UA e outros que não gostam de nenhum.

Nos UAs, as pessoas criam universos novos para os personagens daquela mídia, mas boa parte é de colegial e isso muita gente já cansou de ver. E nas originais sei que muita gente já cansou dos colegiais também.

E sabe qual uma das maiores inspirações para as fanfics? 
As fanarts, artes de fãs feitas com cenas que não aconteceram ou que especulam para o futuro daquela mídia. Tanto que eu coloquei uma fanart nesse post para ver se alguém se inspira também, uma vez que ela é linda e divosa. 
Além disso, muitas das cenas que acontecem dentro da mídia geram ideias para escrever, com cenas que nunca acontecerão ou que eles acham que vai acontecer. As vezes até um beijo é especulado, mas é bem raro de acontecer, sim, desculpe-me por dizer isso, mas acontece tanto comigo e deve acontecer com você também.

Por favor, parem de falar que todo fandom faz sucesso, só porque a sua original não fez, pois nem todos os fandoms dá sucesso, não é porque eu escrevo de fandom que eu vou ter sucesso garantido, obrigada.
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