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Era uma vez...





Era uma vez uma fã de Harry Potter que queria muito poder mudar algumas coisas na história mais cativante que já tinha lido, então ela descobriu as fanfics e resolveu escrever uma só dela.

E foi assim que eu comecei a escrever, lá em 2009/2010, e logo de cara a minha primeira fanfic ganhou vários prêmios, naquelas épocas de comunidades de Orkut.

Foram esses prêmios e o carinho de leitores que me deu coragem para escrever uma história inicial e então nasceu “Alice”, meu primeiro livro, que foi publicado em agosto de 2012. Agora, em 2016, lancei meu segundo livro, As linhas que escrevi, disponibilizado em e-book apenas.

Escrever não é fácil e o sonho de ser um escritor, ao menos um pouco reconhecido, é um grande desafio a se realizar, mas não impossível. O que eu aprendi com as minhas experiências?

Não seja afoito! Pois é, eu quis muito que “Alice” chegasse até as pessoas e acabei metendo os pés pelas mãos. Não escolhi bem e acabei me afiliando a uma editora* caloteira e até hoje sigo com processo na justiça. Por isso meu segundo livro ainda não está disponível impresso, gato escaldado tem medo de água fria.

Depois, releia o que escreveu e pergunte se você gostaria de ler o que está ali. Sim? Então se joga! A internet hoje facilita muito o nosso trabalho e existem plataformas para que seu livro possa chegar a outras pessoas, monitorizado ou não, aí a escolha é sua.

As vezes o retorno é lento e vem aquela vontade de desistir, mas não permita que o seu “Era uma vez..” vire fim. Quem acredita em mundos incríveis e os escreve, tem que acreditar que em algum momento as coisas nessa realidade aqui também vão acontecer.
Escrever é a arte de eternizar sentimentos, momentos e a gente mesmo, vamos todos ser infinitos!

Boas leituras, mas principalmente, ótimos “era uma vez” vindos de dentro de você mesmo.


*A Editora é Literato/Bravo Grupo Editorial sediada em Belo Horizonte/MG. Se alguém já ouviu falar, ou pensou em fazer negócios com eles, corram para as masmorras, para bem longe deles.

FANFICS DE TERROR/ ENTREVISTA E DICAS DE HADASSA M. VAZ


Oi, gente! Nathalia falan...Ér, digitando aqui! Como vai a vó? E aquele capítulo, já escreveu?

  Escrever já é um desafio, certo? Mas e quando o gênero é terror? Para uns... Super fácil, mas para outros (como eu), um pesadelo!
  Descrever os sentimentos dos personagens, é uma coisa bem difícil. Parece que quando você imagina, tal cena fica mais emocionante/engraçado/assustador. Para que o leitor se sinta dentro da estória, detalhando lugares, sons e medos é preciso um grande esforço. 
  Eu vou contar que quase não leio estórias de terror, simplesmente por não dar medo, ou ser a mesma estória de sempre, casa abandonada, construída em cima de um velho cemitério indígena. Pera... índios têm cemitério?
  Por isso, fiz algumas perguntas para uma grande autora, Hadassa M. Vaz que mal conheço e já considero pakas .
  Ela foi a única que conseguiu me dar medo com a escrita. Além de ser bem simpática, ela vai dar algumas dicas para você que está começando agora.

1. Como é descrever “uma lugar assustador”?

  Eu acredito que a questão nem é tanto o ambiente em si, mas a atmosfera que você cria. A cena pode se passar numa casa perfeitamente limpa e bem organizada, quanto numa verdadeira bagunça, com teias de aranha, madeira quebrada e etc... O principal é deixar passar a tensão que o local propicia.

 Melhor dica sério, vou levar pro resto da minha vida;

   2. Como é criar essa tensão?

  Você pode usar vários elementos, algo mais físico e concreto como o barulho de um assobio, um vento que balança as janelas, a chuva que não para e também o emocional, a tensão das pessoas que estão no local. A inquietação é um bom sentimento a ser usado na hora.
 Pode usar intrigas também, mostrar que tem algo errado com os personagens daquela cena mesmo que eles não queiram demonstrar isso. Nesse caso colocá-los sempre se movendo, um tique nervoso ou algo do gênero ajuda.

   3. E na sua opinião, qual é o mais difícil?

  O emocional, sem dúvida. De nada irá adiantar uma risada estranha no meio da noite se você não puder descrever como o personagem se sentiu com ela.

   4. E qual sua dica pra quem é péssimo em descrever momentos do gênero?

  Tente lembrar daquilo que te causa mais medo, do que realmente te arrepia e coloque isso no papel. É uma boa forma de começar, compreendendo o que é sentir medo, se lembrando do que te causa medo.

   5. E como sempre, quem esta começando recebe criticas... De alguma forma, usa isso ao seu favor para escrever?

  Sempre. Quando você começa a escrever deve ter em mente que precisará aprender a lidar com as críticas, elas podem te ajudar bastante contato que você tire o seu emocional da reta e se concentre no profissional. Claro em alguns momentos algumas delas te causa fúria e raiva, é natural. O importante é se lembrar de manter o controle, mesmo quando você realmente está com raiva do que foi dito. Vai perceber depois quando mais calmo, que não foi de todo ruim ser criticado se puder usar isso para melhorar a si mesmo.

 Autora mais que especial <3 

Gostaram das dicas? 

Quem quiser mais, é só entrar no grupo oficial do Nyah e procurar bem que você acha a Hadassa, que sempre faz posts sobre dicas ou suas obras mesmo. Além de autora, ela é capista, e já lançou alguns livros. Quem quiser conhecer mais o trabalho dela e ler suas fics postadas no Nyah, é só clicar aqui para abrir o perfil dela.

Beijos gladiador(a)!

RESENHA/ LIVRO AZEITONA DE BRUNO MIRANDO (BUBARIM)



Olá gente do Beco! Tudo bem com ocês? Aqui é a Menina Nathalia novamente, depois de muito tempo sem postar nada hehe (desculpa)

Você que gosta de assistir booktubers, ou vídeos sobre o cotidiano com um jeito engraçado de narrar, provavelmente conhece o Bruno Miranda (Bubarim, como eu prefiro hehe).
O Menino Bruno começou no Youtube em 2012 com seu canal de livros, Minha Estante – deixando de lado o seu blog, com o mesmo nome, e trabalhando somente com isso. Em 2015, ele começou a se dedicar mais ao seu canal de humor, o Bubarim.
Eu o acompanho desde 2013, e pelo que me lembro, Bruno sempre teve essa vontade de escrever e lançar um livro. Com a ideia/enredo de Azeitona na cabeça, ele queria fazer uma mini série em seu canal com seus amigos sobre a história, mas ai a Planeta o convidou para escrever um livro, junto com o Eduardo Cilto (Booktuber do Perdido nos Livros), e foi quando ele botou a mão na massa.
Neste ano de 2016, ele faz sua turnê mundial brasileira para o lançamento de Azeitona, conhecendo um pouco mais do amor de seus fãs.

Título: Azeitona
Autor: Bruno Miranda
Editora: Planeta

SINOPSE: Ian e Emília não trocaram mais que duas palavras desde que começaram a estudar juntos, mas é o nome dela que vem à mente dele quando precisa de uma parceira para um plano mirabolante: participar de um reality show sobre casais adolescentes que vão ser pais. Isso em troca de um cachê capaz de resolver todos os seus problemas.
Ian tem dezesseis anos e foi criado pela irmã, Iris, que precisou abrir mão de oportunidades na vida para cuidar dele. Agora, quando ela finalmente vai conseguir se formar na faculdade, ele se sente na obrigação de retribuir de alguma maneira.
Emília, aos dezessete anos, não quer retribuir nada a ninguém – pelo contrário, seu sonho é sair de casa o quanto antes para não discutir mais com a mãe, com quem sempre teve uma relação conturbada.
O fato de que eles não são um casal nem têm planos de ter um bebê de verdade parece apenas um detalhe. Mas a vida reserva surpresas, nem sempre boas, para quem acredita que é fácil inventar a própria história.

O protagonista do livro é o Ian, que é só mais um garoto normal de sua escola. Ele foi criado pela irmã mais velha, desde que sua mãe morrera, e que agora esta grávida e prestes a se formar na faculdade. Como nunca foram ricos (e nem perto disso), Ian se sente devendo algo a irmã por ter passado quase que uma vida inteira cuidando dele.
Enquanto Ian acompanha sua irmã numa consulta, ele conhece Catarina, a produtora de um reality show muito famoso, que se trata de adolescentes que vão ser pais. O garoto tenta explicar que não tem namorada, e que MUITO menos ela esta grávida, mas a produtora esta desesperada e ao falar do cachê do programa, Ian começa a dar um pouco mais de atenção.
O garoto fica pensando sobre isso; o dinheiro daria muito bem para obter um vida ótima à todos de sua família (inclusive ao seu futuro sobrinho), mas onde ele arrumaria uma louca para ser a sua namorada grávida? Foi então que ele teve uma trabalho de química na escola, e Emília, é uma das meninas que faz parte de seu grupo.
Ela, com dezessete anos, tem uma péssima relação com sua mãe, e Emilia quer simplesmente sair de casa. Depois de muitos momentos constrangedores entre ela e Ian em frente as câmeras, Emilia aceita ser a “mãe da criança de Ian”, de impulso, também pelo cachê.
Agora, eles terão que esconder isto de todo mundo (não só que estão participando de um reality show para parentes e amigos, mas também de que não são pais, para os participantes e produtores dos Novos Pais) sem levantar suspeitas.
Além disso, o livro é narrado em terceira pessoa, o que nos dá uma visão mais ampla do universo que Bruno criou. Fora Ian e Emilia fingindo que são pais, há também várias histórias ao redor interessantes e que precisam ser resolvidas.
O que mais gostei neste livro, é que os personagens do Bruno são muito característicos. As personalidades são bem detalhadas; ou você ama tal personagem ou odeia.
Outro fato, é que nada é fantasioso na história. Não digo pelo lado de ter dragões e sereias, mas os acontecimentos em si são muito realistas, e não acontece nada do tipo de “Holy Shit, isso nunca aconteceria na vida real!”.
A descrição do Bruno é bem detalhada (e eu AMO detalhes), seja por descrição de cenário, personalidades ou sentimentos. Você consegue imaginar tudo como deve ser, sem ficar chato ou cansativo. A escrita é muito divertida e fluente, você lê trinta páginas e nem vê, pois é leve e você pode literalmente chorar de rir, ou chorar de tristeza mesmo.

O livro não é inteiramente de romance, mas sim sobre família. Todos os os problemas, preocupações e piadas ruins que uma pode ter. Se um dia este livro virar filme, eu voto para a música Família - Titãs como trilha sonora.
Azeitona já esta a venda nas melhores livrarias do país, e você pode comprar também online, na Amazon ou Saraiva.
O LIVRO GANHA 4 ESTRELAS E    <3



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