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Ler é uma arte


Antes de se tornar um escritor temos que ser leitores. 

Ler nos leva a realidades únicas, libertadoras e incríveis. Ler nos torna milionários em experiências, conhecimentos, ideias e criatividade. Quanto mais se lê, mais se torna aberto a mudanças, a novidades e ideias, até para as histórias que queremos contar.

Além disso tudo, o hábito de ler nos torna mais seguros ao escrever, já que vamos "acumulando" estilos de escrita, linguagem e até áreas literárias.

Por isso é tão importante estarmos lendo sempre e incentivando a quem pudermos a ler também. Um livro pode mudar a vida de qualquer pessoa, pode levar esperança, pode inspirar, pode ser o guia de alguém.

Escritores são moldadores não só de seus personagens, mas também daqueles que os leem.. Por isso a responsabilidade é grande sendo preciso nos preparar muito bem para essa tarefa, e não há melhor treinamento do que lendo, lendo, lendo e assim escrevendo.

E, mesmo que não seja seu objetivo sair por ai escrevendo, leia. Leia sempre e mais, ler fará de você cidadão do universo, te trará conhecimentos eternos e sentimentos novos.
Ler é tudo de bom e hoje em dia pode até ser de graça.

Dicas de leitura para todas as idades?! Vou deixar aqui alguns autores que li e amei:
J.K Rowlling; Arthur Conan Doyle; Suzanne Collins; Agatha Christie; James Patterson; Jules Verne; George R.R Martin; Carlos Drumond de Andrade; Machado de Assis; Luiz Fernando Veríssimo...
São tantos, e todos valem a pena!

Te convido a ler...

E te convido a visitar também, além do Beco dos Escritores, as páginas: "A Brenda Chaia" https://www.facebook.com/brendachaiapegadas/?fref=ts e "QG dos Escritores" https://www.facebook.com/qgdosescritores/?fref=ts)


A Torre Acima do Véu - COMENTADO

*Participante do Projeto "Leia Mais Nacionais”. 


Arrisque-se sob a névoa. 

A distopia fantástica que Rebeca Spindler nos apresenta é, de fato, fantástica. A história chama a atenção já pela premissa cheia de promessas de originalidade e cumpre este quesito com louvor! A Torre Acima do Véu é algo inédito, desconfiei quando li a sinopse pela primeira vez e me senti satisfeito ao descobrir que estava certo. 
Em seguida, temos os personagens. “Cativantes” é a palavra ideal, e ao mesmo tempo, insuficiente para transmitir como as criações de Roberta fazem-nos apegar. São pessoas tão bem desenvolvidas que você começa a sentir por eles. Medo, tensão, solidariedade, surpresa, raiva. Cada situação em que a narrativa os conduz traz um sentimento novo, que dificilmente não será absorvido pelo leitor - visto que não torcer por eles é praticamente inevitável. 
No mundo quebrado, onde absolutamente tudo é nocivo e restrito, e onde estão inseridos, a ansiedade e apreensão a cada passo que os aproxima do perigo é vivenciada pelo leitor. 
A narrativa é mais do que envolvente e a autora soube aproveitar o próprio enredo para, a cada página lida, despertar cada vez mais curiosidade, surpresas e aquela ânsia por mais. Do meio para o fim, você não vai querer parar de devorar as páginas.
Porém, como nada é completamente perfeito, também temos os pontos negativos. E o principal deles é a ausência de sequências da obra. Quado a última frase for lida, você vai pensar algo como "Acabou? Tem continuação, né?! Tem que ter!", mas, mais do que isso, é um pecado o fato de não terem tirado as palavras do papel e materializado-as em cenários reais e visíveis a todos (pelo menos, não ainda - e não temos previsões, o que dificulta um pouco as coisas). 
A Torre Acima do Véu precisa, urgentemente, ser descoberta por alguém envolvido com mídia. É o tipo de ideia que grita por uma chance à frente das câmeras. E você, leitor, vai desejar isto mais do que nunca ao perceber que, corajosamente, foste um dos poucos a arriscar-se sob a névoa. 
Por fim, eu gostaria de dizer que não estou menos orgulhoso e feliz em ler as palavras “Literatura Brasileira” logo acima do código de barras, estampada em fonte Arial doze (chutômetro) no verso da capa. Elas são um consolo e renovo de esperanças. É maravilhoso pensar: "uma obra como essa é nossa!".

Abaixo, a sinopse:

"Quando uma densa e venenosa névoa surge misteriosamente, pânico e morte tomam conta do planeta. Os poucos sobreviventes se refugiam no topo dos megaedifícios e arranha-céus das megalópoles. Acuados, vivem uma nova era de privações e sob o ataque constante de seres assustadores, chamados apenas de sombras. Suas vidas logo passaram a depender da proteção da Torre, aquela que controla os armamentos e a tecnologia que restaram. Cinquenta anos se passam, na megacidade Rio-Aires, Beca vive do resgate de recursos há muito abandonados nos andares inferiores, junto com seu pai e seu irmão. A profissão, perigosa por natureza, torna-se ainda mais letal quando ela participa de uma negociação traiçoeira e se vê cada vez mais envolvida em perigos e segredos que ameaçam muito mais do que sua vida ou a de sua família."

Pontos +:
- Literatura nacional - PODER BR;
- Distopia bastante original;
- Personagens carismáticos e marcantes (você começa a saber quem é quem logo nas primeiras aparições ou menções);
- Ficção científica com uma pitadinha de fantasia (que faz sentido na ambientação construída e não deixa aquela sensação de "nossa, que irreal/forçado!");
- Ação e surpresas na medida certa;
- A história não cai na monotonia em momento algum (mesmo as benditas explicações são interessantes).


Pontos -:
- Quado o negócio começa a ficar no nível "Cabuloso +++++!" (não tô exagerando, é uma loucura!), acaba. E até o momento, não temos previsões de continuação.
- Deixa o gosto de quero muito mais.
- O mistério maior - e pano de fundo principal da história - só começa a ser resolvido no fim  e aí a gente volta para o dois primeiros tópicos;
- Ninguém conhece.

Pior ponto: Ninguém conhece (piorou quem mexe com mídias televisivas).


FINAL: 9/10
Recomendaria? Leiam por que vale muito a pena (preços e disponibilidades no link do Skoob, logo abaixo). 


 FICHA TÉCNICA:
*A Torre Acima do Véu*
Autora: Roberta Spindler (Facebook, Twitter, Site)
Gêneros: Ficção Científica, Distopia, Ação, Aventura.
Editora: Giz Editorial
1ª edição: 2014
Nº páginas: 270
Capa: Rafael Victor
Skoob: A-Torre-Acima-Do-Véu

Até logo!
O Garoto do Beco

RESENHA/ LIVRO AZEITONA DE BRUNO MIRANDO (BUBARIM)



Olá gente do Beco! Tudo bem com ocês? Aqui é a Menina Nathalia novamente, depois de muito tempo sem postar nada hehe (desculpa)

Você que gosta de assistir booktubers, ou vídeos sobre o cotidiano com um jeito engraçado de narrar, provavelmente conhece o Bruno Miranda (Bubarim, como eu prefiro hehe).
O Menino Bruno começou no Youtube em 2012 com seu canal de livros, Minha Estante – deixando de lado o seu blog, com o mesmo nome, e trabalhando somente com isso. Em 2015, ele começou a se dedicar mais ao seu canal de humor, o Bubarim.
Eu o acompanho desde 2013, e pelo que me lembro, Bruno sempre teve essa vontade de escrever e lançar um livro. Com a ideia/enredo de Azeitona na cabeça, ele queria fazer uma mini série em seu canal com seus amigos sobre a história, mas ai a Planeta o convidou para escrever um livro, junto com o Eduardo Cilto (Booktuber do Perdido nos Livros), e foi quando ele botou a mão na massa.
Neste ano de 2016, ele faz sua turnê mundial brasileira para o lançamento de Azeitona, conhecendo um pouco mais do amor de seus fãs.

Título: Azeitona
Autor: Bruno Miranda
Editora: Planeta

SINOPSE: Ian e Emília não trocaram mais que duas palavras desde que começaram a estudar juntos, mas é o nome dela que vem à mente dele quando precisa de uma parceira para um plano mirabolante: participar de um reality show sobre casais adolescentes que vão ser pais. Isso em troca de um cachê capaz de resolver todos os seus problemas.
Ian tem dezesseis anos e foi criado pela irmã, Iris, que precisou abrir mão de oportunidades na vida para cuidar dele. Agora, quando ela finalmente vai conseguir se formar na faculdade, ele se sente na obrigação de retribuir de alguma maneira.
Emília, aos dezessete anos, não quer retribuir nada a ninguém – pelo contrário, seu sonho é sair de casa o quanto antes para não discutir mais com a mãe, com quem sempre teve uma relação conturbada.
O fato de que eles não são um casal nem têm planos de ter um bebê de verdade parece apenas um detalhe. Mas a vida reserva surpresas, nem sempre boas, para quem acredita que é fácil inventar a própria história.

O protagonista do livro é o Ian, que é só mais um garoto normal de sua escola. Ele foi criado pela irmã mais velha, desde que sua mãe morrera, e que agora esta grávida e prestes a se formar na faculdade. Como nunca foram ricos (e nem perto disso), Ian se sente devendo algo a irmã por ter passado quase que uma vida inteira cuidando dele.
Enquanto Ian acompanha sua irmã numa consulta, ele conhece Catarina, a produtora de um reality show muito famoso, que se trata de adolescentes que vão ser pais. O garoto tenta explicar que não tem namorada, e que MUITO menos ela esta grávida, mas a produtora esta desesperada e ao falar do cachê do programa, Ian começa a dar um pouco mais de atenção.
O garoto fica pensando sobre isso; o dinheiro daria muito bem para obter um vida ótima à todos de sua família (inclusive ao seu futuro sobrinho), mas onde ele arrumaria uma louca para ser a sua namorada grávida? Foi então que ele teve uma trabalho de química na escola, e Emília, é uma das meninas que faz parte de seu grupo.
Ela, com dezessete anos, tem uma péssima relação com sua mãe, e Emilia quer simplesmente sair de casa. Depois de muitos momentos constrangedores entre ela e Ian em frente as câmeras, Emilia aceita ser a “mãe da criança de Ian”, de impulso, também pelo cachê.
Agora, eles terão que esconder isto de todo mundo (não só que estão participando de um reality show para parentes e amigos, mas também de que não são pais, para os participantes e produtores dos Novos Pais) sem levantar suspeitas.
Além disso, o livro é narrado em terceira pessoa, o que nos dá uma visão mais ampla do universo que Bruno criou. Fora Ian e Emilia fingindo que são pais, há também várias histórias ao redor interessantes e que precisam ser resolvidas.
O que mais gostei neste livro, é que os personagens do Bruno são muito característicos. As personalidades são bem detalhadas; ou você ama tal personagem ou odeia.
Outro fato, é que nada é fantasioso na história. Não digo pelo lado de ter dragões e sereias, mas os acontecimentos em si são muito realistas, e não acontece nada do tipo de “Holy Shit, isso nunca aconteceria na vida real!”.
A descrição do Bruno é bem detalhada (e eu AMO detalhes), seja por descrição de cenário, personalidades ou sentimentos. Você consegue imaginar tudo como deve ser, sem ficar chato ou cansativo. A escrita é muito divertida e fluente, você lê trinta páginas e nem vê, pois é leve e você pode literalmente chorar de rir, ou chorar de tristeza mesmo.

O livro não é inteiramente de romance, mas sim sobre família. Todos os os problemas, preocupações e piadas ruins que uma pode ter. Se um dia este livro virar filme, eu voto para a música Família - Titãs como trilha sonora.
Azeitona já esta a venda nas melhores livrarias do país, e você pode comprar também online, na Amazon ou Saraiva.
O LIVRO GANHA 4 ESTRELAS E    <3



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