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Conhece o Wattpad?




Oi pessoal, hoje vamos falar um pouco do Wattpad, alguém já o conhece?

O Wattpad é uma aplicativo para escrever, ler e divulgar livros, fanfics, séries literárias.
Ele é bem prático e fácil de usar e está disponível para Android e iOS, além de você poder acessá-lo no browser do pc.

Existem milhares de histórias nele, e o que é mais interessante, brasileiras. Há muitas obras originais (como um livro meu) que já fazem sucesso por lá, sendo variados os estilos, classificação por idade e temas.

Vale muito a pena dar uma passada por lá e garimpar aquilo que te agrada como leitor, tenho certeza que você vai achar alguma coisa. E se sua praia é escrever, não perca mais tempo, use-o a seu favor, exponha o que produz lá e já tenha o retorno do público diretamente, pois há espaço para avaliação e comentários. Tudo que precisa ser feito é um breve cadastro.

Se quiser começar, caso ainda não conheça essa plataforma, te convido a conhecer meu perfil, espiar o que andei postando lá e quem sabe deixando seu cometário para mim?!

Só clicar aqui: https://www.wattpad.com/user/BrendaChaia Confira mesmo se já conhecer o Wattpad. 
;)

Não arranje mais desculpas para esconder seu trabalho, encontre as oportunidades. 

Compartilhar


Hoje venho falar da importância de compartilhar.

Na vida, nos sonhos, nas horas tristes... se estivermos sozinhos tudo fica mais difícil, o desafio fica maior.

Foi pensando nisso que resolvi criar o projeto "O QG dos Escritores", um espaço para qualquer escritor que queira dividir com outros seus medos, suas dúvidas e suas obras.  Lá também seria muito bem vindos os betas (leitores "críticos") para enriquecer ainda mais nossa troca.

Lá, juntos, poderemos nos ajudar a enriquecer nossas próprias histórias, a descobrir como coloca-las para o mundo, divulga-las, enfim, unidos poderemos descobrir o "caminho das pedras" para que nossa escrita possa ser cada vez mais marcante e presente.

Convido vocês a fazerem parte deste grupo, basta entrar aqui https://www.facebook.com/qgdosescritores/ e curtir.

Vamos todos criar novos mundos e possibilidades?

Era uma vez...





Era uma vez uma fã de Harry Potter que queria muito poder mudar algumas coisas na história mais cativante que já tinha lido, então ela descobriu as fanfics e resolveu escrever uma só dela.

E foi assim que eu comecei a escrever, lá em 2009/2010, e logo de cara a minha primeira fanfic ganhou vários prêmios, naquelas épocas de comunidades de Orkut.

Foram esses prêmios e o carinho de leitores que me deu coragem para escrever uma história inicial e então nasceu “Alice”, meu primeiro livro, que foi publicado em agosto de 2012. Agora, em 2016, lancei meu segundo livro, As linhas que escrevi, disponibilizado em e-book apenas.

Escrever não é fácil e o sonho de ser um escritor, ao menos um pouco reconhecido, é um grande desafio a se realizar, mas não impossível. O que eu aprendi com as minhas experiências?

Não seja afoito! Pois é, eu quis muito que “Alice” chegasse até as pessoas e acabei metendo os pés pelas mãos. Não escolhi bem e acabei me afiliando a uma editora* caloteira e até hoje sigo com processo na justiça. Por isso meu segundo livro ainda não está disponível impresso, gato escaldado tem medo de água fria.

Depois, releia o que escreveu e pergunte se você gostaria de ler o que está ali. Sim? Então se joga! A internet hoje facilita muito o nosso trabalho e existem plataformas para que seu livro possa chegar a outras pessoas, monitorizado ou não, aí a escolha é sua.

As vezes o retorno é lento e vem aquela vontade de desistir, mas não permita que o seu “Era uma vez..” vire fim. Quem acredita em mundos incríveis e os escreve, tem que acreditar que em algum momento as coisas nessa realidade aqui também vão acontecer.
Escrever é a arte de eternizar sentimentos, momentos e a gente mesmo, vamos todos ser infinitos!

Boas leituras, mas principalmente, ótimos “era uma vez” vindos de dentro de você mesmo.


*A Editora é Literato/Bravo Grupo Editorial sediada em Belo Horizonte/MG. Se alguém já ouviu falar, ou pensou em fazer negócios com eles, corram para as masmorras, para bem longe deles.

A Torre Acima do Véu - COMENTADO

*Participante do Projeto "Leia Mais Nacionais”. 


Arrisque-se sob a névoa. 

A distopia fantástica que Rebeca Spindler nos apresenta é, de fato, fantástica. A história chama a atenção já pela premissa cheia de promessas de originalidade e cumpre este quesito com louvor! A Torre Acima do Véu é algo inédito, desconfiei quando li a sinopse pela primeira vez e me senti satisfeito ao descobrir que estava certo. 
Em seguida, temos os personagens. “Cativantes” é a palavra ideal, e ao mesmo tempo, insuficiente para transmitir como as criações de Roberta fazem-nos apegar. São pessoas tão bem desenvolvidas que você começa a sentir por eles. Medo, tensão, solidariedade, surpresa, raiva. Cada situação em que a narrativa os conduz traz um sentimento novo, que dificilmente não será absorvido pelo leitor - visto que não torcer por eles é praticamente inevitável. 
No mundo quebrado, onde absolutamente tudo é nocivo e restrito, e onde estão inseridos, a ansiedade e apreensão a cada passo que os aproxima do perigo é vivenciada pelo leitor. 
A narrativa é mais do que envolvente e a autora soube aproveitar o próprio enredo para, a cada página lida, despertar cada vez mais curiosidade, surpresas e aquela ânsia por mais. Do meio para o fim, você não vai querer parar de devorar as páginas.
Porém, como nada é completamente perfeito, também temos os pontos negativos. E o principal deles é a ausência de sequências da obra. Quado a última frase for lida, você vai pensar algo como "Acabou? Tem continuação, né?! Tem que ter!", mas, mais do que isso, é um pecado o fato de não terem tirado as palavras do papel e materializado-as em cenários reais e visíveis a todos (pelo menos, não ainda - e não temos previsões, o que dificulta um pouco as coisas). 
A Torre Acima do Véu precisa, urgentemente, ser descoberta por alguém envolvido com mídia. É o tipo de ideia que grita por uma chance à frente das câmeras. E você, leitor, vai desejar isto mais do que nunca ao perceber que, corajosamente, foste um dos poucos a arriscar-se sob a névoa. 
Por fim, eu gostaria de dizer que não estou menos orgulhoso e feliz em ler as palavras “Literatura Brasileira” logo acima do código de barras, estampada em fonte Arial doze (chutômetro) no verso da capa. Elas são um consolo e renovo de esperanças. É maravilhoso pensar: "uma obra como essa é nossa!".

Abaixo, a sinopse:

"Quando uma densa e venenosa névoa surge misteriosamente, pânico e morte tomam conta do planeta. Os poucos sobreviventes se refugiam no topo dos megaedifícios e arranha-céus das megalópoles. Acuados, vivem uma nova era de privações e sob o ataque constante de seres assustadores, chamados apenas de sombras. Suas vidas logo passaram a depender da proteção da Torre, aquela que controla os armamentos e a tecnologia que restaram. Cinquenta anos se passam, na megacidade Rio-Aires, Beca vive do resgate de recursos há muito abandonados nos andares inferiores, junto com seu pai e seu irmão. A profissão, perigosa por natureza, torna-se ainda mais letal quando ela participa de uma negociação traiçoeira e se vê cada vez mais envolvida em perigos e segredos que ameaçam muito mais do que sua vida ou a de sua família."

Pontos +:
- Literatura nacional - PODER BR;
- Distopia bastante original;
- Personagens carismáticos e marcantes (você começa a saber quem é quem logo nas primeiras aparições ou menções);
- Ficção científica com uma pitadinha de fantasia (que faz sentido na ambientação construída e não deixa aquela sensação de "nossa, que irreal/forçado!");
- Ação e surpresas na medida certa;
- A história não cai na monotonia em momento algum (mesmo as benditas explicações são interessantes).


Pontos -:
- Quado o negócio começa a ficar no nível "Cabuloso +++++!" (não tô exagerando, é uma loucura!), acaba. E até o momento, não temos previsões de continuação.
- Deixa o gosto de quero muito mais.
- O mistério maior - e pano de fundo principal da história - só começa a ser resolvido no fim  e aí a gente volta para o dois primeiros tópicos;
- Ninguém conhece.

Pior ponto: Ninguém conhece (piorou quem mexe com mídias televisivas).


FINAL: 9/10
Recomendaria? Leiam por que vale muito a pena (preços e disponibilidades no link do Skoob, logo abaixo). 


 FICHA TÉCNICA:
*A Torre Acima do Véu*
Autora: Roberta Spindler (Facebook, Twitter, Site)
Gêneros: Ficção Científica, Distopia, Ação, Aventura.
Editora: Giz Editorial
1ª edição: 2014
Nº páginas: 270
Capa: Rafael Victor
Skoob: A-Torre-Acima-Do-Véu

Até logo!
O Garoto do Beco

RESENHA/ LIVRO AZEITONA DE BRUNO MIRANDO (BUBARIM)



Olá gente do Beco! Tudo bem com ocês? Aqui é a Menina Nathalia novamente, depois de muito tempo sem postar nada hehe (desculpa)

Você que gosta de assistir booktubers, ou vídeos sobre o cotidiano com um jeito engraçado de narrar, provavelmente conhece o Bruno Miranda (Bubarim, como eu prefiro hehe).
O Menino Bruno começou no Youtube em 2012 com seu canal de livros, Minha Estante – deixando de lado o seu blog, com o mesmo nome, e trabalhando somente com isso. Em 2015, ele começou a se dedicar mais ao seu canal de humor, o Bubarim.
Eu o acompanho desde 2013, e pelo que me lembro, Bruno sempre teve essa vontade de escrever e lançar um livro. Com a ideia/enredo de Azeitona na cabeça, ele queria fazer uma mini série em seu canal com seus amigos sobre a história, mas ai a Planeta o convidou para escrever um livro, junto com o Eduardo Cilto (Booktuber do Perdido nos Livros), e foi quando ele botou a mão na massa.
Neste ano de 2016, ele faz sua turnê mundial brasileira para o lançamento de Azeitona, conhecendo um pouco mais do amor de seus fãs.

Título: Azeitona
Autor: Bruno Miranda
Editora: Planeta

SINOPSE: Ian e Emília não trocaram mais que duas palavras desde que começaram a estudar juntos, mas é o nome dela que vem à mente dele quando precisa de uma parceira para um plano mirabolante: participar de um reality show sobre casais adolescentes que vão ser pais. Isso em troca de um cachê capaz de resolver todos os seus problemas.
Ian tem dezesseis anos e foi criado pela irmã, Iris, que precisou abrir mão de oportunidades na vida para cuidar dele. Agora, quando ela finalmente vai conseguir se formar na faculdade, ele se sente na obrigação de retribuir de alguma maneira.
Emília, aos dezessete anos, não quer retribuir nada a ninguém – pelo contrário, seu sonho é sair de casa o quanto antes para não discutir mais com a mãe, com quem sempre teve uma relação conturbada.
O fato de que eles não são um casal nem têm planos de ter um bebê de verdade parece apenas um detalhe. Mas a vida reserva surpresas, nem sempre boas, para quem acredita que é fácil inventar a própria história.

O protagonista do livro é o Ian, que é só mais um garoto normal de sua escola. Ele foi criado pela irmã mais velha, desde que sua mãe morrera, e que agora esta grávida e prestes a se formar na faculdade. Como nunca foram ricos (e nem perto disso), Ian se sente devendo algo a irmã por ter passado quase que uma vida inteira cuidando dele.
Enquanto Ian acompanha sua irmã numa consulta, ele conhece Catarina, a produtora de um reality show muito famoso, que se trata de adolescentes que vão ser pais. O garoto tenta explicar que não tem namorada, e que MUITO menos ela esta grávida, mas a produtora esta desesperada e ao falar do cachê do programa, Ian começa a dar um pouco mais de atenção.
O garoto fica pensando sobre isso; o dinheiro daria muito bem para obter um vida ótima à todos de sua família (inclusive ao seu futuro sobrinho), mas onde ele arrumaria uma louca para ser a sua namorada grávida? Foi então que ele teve uma trabalho de química na escola, e Emília, é uma das meninas que faz parte de seu grupo.
Ela, com dezessete anos, tem uma péssima relação com sua mãe, e Emilia quer simplesmente sair de casa. Depois de muitos momentos constrangedores entre ela e Ian em frente as câmeras, Emilia aceita ser a “mãe da criança de Ian”, de impulso, também pelo cachê.
Agora, eles terão que esconder isto de todo mundo (não só que estão participando de um reality show para parentes e amigos, mas também de que não são pais, para os participantes e produtores dos Novos Pais) sem levantar suspeitas.
Além disso, o livro é narrado em terceira pessoa, o que nos dá uma visão mais ampla do universo que Bruno criou. Fora Ian e Emilia fingindo que são pais, há também várias histórias ao redor interessantes e que precisam ser resolvidas.
O que mais gostei neste livro, é que os personagens do Bruno são muito característicos. As personalidades são bem detalhadas; ou você ama tal personagem ou odeia.
Outro fato, é que nada é fantasioso na história. Não digo pelo lado de ter dragões e sereias, mas os acontecimentos em si são muito realistas, e não acontece nada do tipo de “Holy Shit, isso nunca aconteceria na vida real!”.
A descrição do Bruno é bem detalhada (e eu AMO detalhes), seja por descrição de cenário, personalidades ou sentimentos. Você consegue imaginar tudo como deve ser, sem ficar chato ou cansativo. A escrita é muito divertida e fluente, você lê trinta páginas e nem vê, pois é leve e você pode literalmente chorar de rir, ou chorar de tristeza mesmo.

O livro não é inteiramente de romance, mas sim sobre família. Todos os os problemas, preocupações e piadas ruins que uma pode ter. Se um dia este livro virar filme, eu voto para a música Família - Titãs como trilha sonora.
Azeitona já esta a venda nas melhores livrarias do país, e você pode comprar também online, na Amazon ou Saraiva.
O LIVRO GANHA 4 ESTRELAS E    <3



Clube dos Herdeiros - COMENTADO


"Ei, você aí, me dá um dinheiro aí, me dá um dinheiro aí..."
Homero, Ivan e Glauco Ferreira, 1960


Antes de mais nada uma breve confissão: comprei pela capa *sussurra*. Quero dizer, quando li a sinopse me interessei ainda mais, mas a capa é tão perfeita que eu passei apenas dois anos de olho nessa obra.
Com um efeito enevoado, ela remete minha imaginação à sonhos, objetivos alcançados, esse tipo de coisa bacana e super difícil de se conquistar na vida.
Dando início a uma meta pessoal que eu decidi colocar em prática (“Projeto ‘Leia Mais Nacionais’”), não tenho dúvidas de que comecei muito bem.

Quanto vale o seu sobrenome?

“Hoje deve ser seu dia de sorte. Sim, é com você que estou falando! Ao virar a próxima página, será como se tivesse ganhado um passe livre, uma tão cobiçada credencial, um passaporte com visto para um mundo que mal se vê pela fechadura. Você poderá conhecer cada um dos membros da nova aristocracia do Rio de Janeiro e saber o que realmente se passa na vida, na cabeça e no coração deles (e eu aposto como você jurou que isso nem existia!). Só me sinto na obrigação de te alertar a respeito do principal perigo que ameaça aqueles que se julgam sortudos por cruzar essa linha: você vai descobrir que as coisas podem não ser como você imaginava, e ter vontade de correr de volta para o seu mundo seguro, que antes pareci a tão medíocre. Mas não precisa correr tanto. No meio do caminho eu sei que você vai dar meia-volta e perceber que não vai mais a lugar nenhum. O Clube dos Herdeiros pode não ser nada parecido com um conto de fadas... mas não há como não se apaixonar perdidamente por ele! Pense bem antes de aceitar o convite: existem festas que duram a vida inteira...” 

E é com a sinopse tentadora que começamos oficialmente. A história nos apresenta quatro personagens que poderíamos chamar de principais, mas os holofotes mesmo estão nas duas inseparáveis amigas de infância: Helena e Manuela.

Ricas, lindas, ricas, faladas (ricas). Duas moças ricas que nasceram e cresceram debaixo da atenção da mídia e cujas assinaturas comprariam seus rins sem você nem se dar conta bastante coisa, e à vista!
Acostumadas a não sentir falta de muita coisa (o que inclui namorados, companhias e afins - que também são todos ricos) é no início da vida adulta que ambas vão encarar um lado da vida que antes era desconhecido: sentimentos, valores e atitudes que não estão à venda em lugar algum.

Em contrapartida (e pra dar aquele clima à la Princesa e a Plebeia), temos Pedro, o cara comum. Aquele tipo de pessoa que teve de acordar cedo a vida toda para correr atrás de seus objetivos porque seus pais já lhe deram o máximo que eles podiam. Uma pessoa como eu (e muito provavelmente você, querid@ leitor(a).

Em uma coincidência bastante casual – e que poderia mil vezes nunca ter acontecido – os caminhos de Pedro e Manuela se encontram e é aí que a história começa (não, literalmente, esse é o primeiro capítulo).

O enredo promete apresentar um estilo de vida completamente diferente do da maioria da população do nosso país, e cumpre com isso. Você viaja nas descrições dos lugares e marcas caríssimas, e não vou ser hipócrita em admitir: é uma delícia se colocar no lugar dos personagens com os cenários que nos são apresentados e eles são todos muito bem descritos e sugestivos (mesmo eu, que não conheço o Rio de Janeiro, consegui me situar).

Num cenário onde a riqueza dá de cara com a simplicidade, onde o luxo disputa sem parar com a modéstia, todos (até mesmo você vai refletir nisso) aprenderão várias e importantes lições para se levar para toda a vida. A mais importante, porém, talvez seja a de que o dinheiro pode sim garantir festas para toda a vida, porém ele está e sempre esteve longe de comprar todas as coisas.
Em terra de ricaços, quem tem o sobrenome mais famoso é monarquia! Quanto vale o seu?


Pontos +:
- Literatura nacional - PODER BR
- Você vai, ao menos, se sentir rico pra caramba
- Ambientações que nunca me passaram pela cabeça
- Personagens cativantes
- Relacionamentos envolventes
- A dose certa de fofoca e intriga na trama
- Os personagens são fieis às suas personalidades (eu sei, mas acredite: isso é um ponto positivo)

Pontos -:
- O tamanho da obra (o que, dependendo, pode ser um ponto positivo também se você não for muito fã de bíblias)
- Você corre o risco se se irritar ou odiar alguém que não existe (pois é, não vai dar pra tretar com o personagem)

Agora, uma coisa é fato: depois que as páginas voarem e você ler o último ponto final - sem nem se dar conta de que era mesmo o último -, vai querer para ontem o segundo volume (que já está a caminho, ainda bem).


FINAL: 7/10
Recomendaria? Sem dúvidas, leiam por que vale a pena (preços e disponibilidades no link do Skoob, logo abaixo).



FICHA TÉCNICA pra não fugir muito do padrão
*CLUBE DOS HERDEIROS* (azul como a nota do peixe)
Autora: Fabiana Madruga (os mais ousados podem chamar no inbox para comentar CdH ou qualquer coisinha, ela é um amor e responde rápido!)
Gêneros: Romance, Chick-lit, Amizade
Editora: Draco
1ª edição: 2014
Nº páginas: 144
Capa: Marina Ávila rainha
Skoob: clube-dos-herdeiros 
Música tema: November Rain (Guns 'N Roses)



Por fim, fiquem com a moça da capa porque eu não me canso de olhar para ela (ela me inspira a vencer na vida, por alguma razão):


Fiquem bem,
Obrigado por ler! :)

Primeiras Impressões - O Legado do Outono

 
Título: O Legado do Outono
Autor: Vitor M. Santos
Editora: Lotus
Sinopse: Uma jovem. Um Legado. E uma estação onde as folhas caem... Dakota herdou um destino que poucos gostariam de ter. Após a morte trágica de seu pai, ela é atacada pelos homens do reino em que vive, sendo salva por um desconhecido. A partir desse dia, ele a ajudará a desvendar as linhas tortuosas de seu passado e quebrar o impetuoso desequilíbrio e caos que ascende sobre o reino. Os céus mostram que a paz não será uma opção na aurora do amanhã e as legiões de escuridão se erguem inevitavelmente como a chegada da noite. Guerras épicas têm sido travadas durante os séculos, mas agora essas mesmas desavenças não serão reprimidas facilmente.
 

  Olá queridos leitores! Primeiramente, gostaria de agradecer ao Vitor pela confiança ao nos disponibilizar cinco capítulos de sua magnifica obra.

 Vitor nos contou que levou cerca de onze meses para escrever e que ficou disponível por alguns meses no Nyah. Ou seja, ele começou como nós... Postando suas histórias em plataformas e agora terá o orgulho de vê-la publicada pela Editora Lotus! ♥ Então vamos lá, continue no post para saber as minhas primeiras impressões sobre O Legado do Outono!  

 
A história é narrada em terceira pessoa e nos revelará sobre a jovem Dakota e sua longa jornada; uma inocente camponesa que perdeu seus pais em uma guerra que mal começou.
 

Quando digo que Dakota é inocente, não é exagero. Nos primeiros capítulos a garota se mete em muita confusão, justamente devido a sua inocência. Claro que podemos acrescentar um pouco de desespero em suas ações e motivos não lhe faltam. Acontece muita coisa de uma única vez em sua vida, o que a deixa totalmente perdida e impulsiva.
Entretanto, prevejo que ao longo do livro veremos ela evoluir. Em vários momentos ela nos deu sinais de que possui uma força imensa. A jovem só precisa aprender mais sobre si mesma.
Como a história é do gênero fantasia, nos deparamos com muitos seres sobrenaturais e suas habilidades são incríveis. Vitor depositou muita criatividade ao criar o Reino de Guiarturiar. 
A escrita de Vitor é extremamente agradável, rica em detalhes. E ainda sobre isso, o detalhismo das cenas não é irritante e nem exagerado. O que torna uma leitura harmoniosa.
Nos próximos capítulos somos apresentados a outros personagens como Drivee, o meu preferido até agora. Espero não me decepcionar! O jovem é um geeuler, um trocador de formas. Confesso que adorei isso!! 
O que se destaca muito durante a leitura é o encantamento das coisas; temos a impressão que há vida em tudo na Floresta Escura, são trechos tão bem escrito que o cenário se forma facilmente em sua mente. É muito interessante sentir a natureza presente em cada parte da história.
 
Ao todo, esses capítulos que Vitor disponibilizou, despertou uma enorme vontade de continuar lendo. A previsão é que a pré-venda comece em Julho e torço para que não me falte dinheiro para comprá-lo. (risos)
Espero também, de coração, que faça muito sucesso!!
Novamente, obrigada ao Vitor pela disponibilidade dos capítulos. Foram o suficiente para despertar meu interesse. 


 
Leia o primeiro capítulo clicando aqui.









ENTREVISTA COM P. B. SOUZA/ AUTOR DE PRIMAVERA DE RULIM


Olá, eu sou a Nathalia! ~gritinhos da plateia~
Tudo bem... o que você acham de fics com o foco LGBT? É fácil de escrever? Nunca tentou? Bem… é dificinho, porque as vezes pessoas que não gostam da temática homossexual vão na sua estória só para espalhar o ódio. GENTE???

♥ Dica do dia ♥ se não gosta, não leia.

Ou às vezes você simplesmente não sabe como descrever algo, como o preconceito ou chuca… (oi), justamente por nunca ter sofrido tal coisa.
Quando eu li Primavera de Rulim (que há de ter resenha aqui no blog), eu realmente fiquei muito impressionada, pois a facilidade com que o autor descreve as cenas… os personagens… tudo, faz com que você se sinta solto e confortável com a estória, assim, se apegando à ela. Tanto que quando acabou, eu quase chorei (desabafo aqui).
Eu tinha uma professora de Língua Portuguesa que sempre me dava conselhos... "Para uma estória dar certo ela tem de ter um começo, um problema, um meio, uma resolução do problema e um fim". E é exatamente isso o que o autor faz. Você chora com os personagens, fica aflito com os seus problemas…
Eu, como a menina maravilinda que sou, fui tentar achar o autor no Facebook, e depois de muito custo… achei. Conversamos um pouco, e quando ele estava quase me mandando embora, eu pedi uma entrevista. A contragosto ele aceitou (haha, mentira ele gosta de mim…. eu acho).
Além de falar sobre suas outras fics fantásticas e distópicas, ele fala também como se organiza com seus roteiros e deu algumas dicas… vem ver.

♦

Diga seu nome e sua idade para gente…

Meu nome é Yuri Pereira Bernades de Souza, mas só Yuri Souza já tá bom, porque é muito nome! Eu tenho 19 anos.

Com quantos anos começou a escrever e por quê?

Foi com onze anos, e inclusive tenho uma promessa quanto a isso.
Minha prima, Janaina, que escrevia fanfics (na época, pelo orkut), me fez embarcar nessa onda e então me descobri escritor, mas apenas de originais. E aí, prometi que se um dia publicasse algo, ela estaria na dedicatória!

Já disse escrever apenas originais (o que para muitos é um bicho de sete cabeças, em questões como criações de personagens, descrições de cenários e etc). Como é para você esse universo todo?

Sim. Eu já tentei escrever fanfics, tive três. Acho que elas são “mais fáceis” de escrever. Justamente por você já ter boa parte criado… e era exatamente isso o que me incomodava. Eu não gostava de pegar algo já criado e estender porque me sentia desperdiçando uma habilidade que devia treinar. E como mestre de RPG dos amigos da rua, sempre tive que me virar com a criação de tudo. Então, acabou que eu tive “um bom treino” antes de escrever de verdade.
Mas, se pensarmos bem, escritores de fanfics têm mais responsabilidades que escritores de originais, pois têm de manter a íntegra a personalidade e afins de personagens e locais já estabelecidos. E como eu gosto de criar tudo, não quero tal responsabilidade e despertar a ira de um fandom só porque decidi que o herói se torna o vilão no final. (risos)

(risos) SIM! Nas originais temos uma liberdade de criar o que bem queremos, um mini universo na mente que temos que passar para o computador (o que é difícil). Como é o processo de escrita para você?

Em uma palavra é: demorado! O que mais escrevo é fantasia medieval, então bolei uma fórmula para escrever que uso para tudo o que vou criar.
Primeiro, eu faço os personagens essenciais, na qual a história vai rodar e tento imaginar o básico de cada um. Como, o que gostam, o que odeiam, principais defeitos e qualidades, temperamento… e o corpo, cor da pele, olhos, cabelos e  fisionomia, deixo sempre para o fim. Depois desenho mapas à mão, para me situar e imaginar os caminhos possíveis na qual o personagem irá passar. E assim, começo criando mitologias, pequenas histórias que enchem a trama principal, pode ser uma lenda sobre um hotel aonde a protagonista vai passar pelo menos uma noite ou a história paralela de um personagem de apoio.
Vou criando tudo isso antes de partir pra história em si. Ai faço um .doc que chamo de roteiro aonde faço o esqueleto de toda a fic do começo ao final. Normalmente só começo a escrever a história mesmo quando já escrevi o roteiro até o décimo capítulo, para ter certeza que é esse o caminho que vou seguir na história.
E, claro, também conto com alguns amigos e amigas que fico enchendo a paciência perguntando se tal coisa é interessante (insegurança? Magina!).

Insegurança todos temos! (risos) como o tal bloqueio criativo... Os dois são meio tipo pombo né. Quando falta criatividade, o que você faz?

O Bloqueio é algo que essa técnica de fazer um roteiro me "cura". Quer dizer, ainda acontece... mas bem menos. Quando eu sei exatamente o caminho que a história vai seguir fica mais fácil porque tudo que preciso é preencher com detalhes e descrições e sentimentos. Esse último é o que realmente atrapalha! Quando sinto que estou travado em um capítulo eu consigo escrever tudinho, mas fica "frio", sem sentimento. Acho que esse é o meu problema com bloqueios criativos. Mesmo assim escrevo, deixando a história gelada mesmo. Porque sempre reviso meus capítulos depois de alguns dias. E então, nessas revisões, eu preencho com o que faltou.
E outra técnica que me salvou muito foi de uma escritora que não me recordo que disse para tirar todos dia 2 horas para escrever! Não importa se vai ser ou não sua história, escreva 2 horas por dia só para "limpar a mente". Comigo isso dá muito certo. Quando não consigo desenrolar a trama de jeito nenhum abro um .doc novo e saio escrevendo qualquer coisa até voltar a fluir!

Técnicas interessantes. Eu só fico batendo a cabeça na parede até pensar em algo (brincadeira)... Em Primavera Rulim, você, quase em todos os capítulos deixa uma música para os leitores. Você acha que elas ajudam a se inspirar para escrever sobre sentimentos e afins?

A escolha de deixar uma música... é mais um golpe de marketing combinado com meus gostos pessoais.
Normalmente eu leio e escrevo ouvindo músicas, mas nunca dou atenção para elas (barulheira em casa atrapalha mais que músicas que eu gosto), então uso as músicas como um "distrativo" enquanto escrevo. Ai de repente me vejo cantando enquanto encaro a tela do editor de textos e pensando em como aquela letra tem tudo a ver com X personagem.

Decidi, em Primavera de Rulim, passar isso para a leitora e leitor como um complemente. Foi algo bem natural porque a maioria das músicas acabava tendo uma coisinha ou outra justamente sobre a história e isso era tão importante para mim e para a história, e, invariavelmente, para quem está lendo e sentindo junto dos personagens.

No momento da criação seca da história, lá no roteiro, isso nem me passa pela cabeça, mas não posso negar, quando estou dando "acabamento" nos capítulos as músicas vem com um peso a mais e por vezes acabam influenciando sim na narrativa, deixando mais pesada ou alegre, dependendo da música e do capítulo.

Estou certa quando digo que Primavera de Rulim é a sua maior fic em questão de reconhecimento, não é? Tanto que você surtou quando viu que ela chegou a ter mais de 200 comentários. Você acha que números são importantes para o autor? Ou ele pode muito bem escrever uma boa história com poucas visualizações?

Está certa sim,Primavera de Rulim ultrapassou todas as minhas expectativas e no final eu já não sabia se eu estava alcançando as expectativas dos leitores para com a história!
Ainda mais que, como frisei no inicio da história, era meu primeiro romance yaoi e em primeira pessoa (excluindo uma short-fic que fiz de teste para a escrita em 1° pessoa), então esperava que fosse sair algo no mínimo desconexo e não fosse atrair muita atenção. Ledo engano o meu.

Então dai meu ataque de felicidade ao ver o sucesso em comparação com minhas outras fics. No entanto sobre a pergunta em si, creio que dependa muito de autor para autor.

Existe aqueles que só funcionam se incentivados, se receberam feedback dos leitores, não os culpo, a sensação é ótima! Mas eu quero ser escritor de profissão, então essa de feedback tem que ser uma recompensa ao trabalho, não o que motiva ele!

E como só escrevo originais meio que é uma responsabilidade minha, tudo que eu começo eu termino e dou meu melhor no que estou fazendo, independente do retorno, afinal, o retorno para mim é uma recompensa, não o que move o trabalho.

E ainda penso nos fantasmas que leem a história, mas por N motivos não comentam. Ainda no caso de Primavera de Rulim, tinha uma leitora que era fantasma e me contatou por MP, ela tinha vários problemas e por tais não comentava, e a história estava ajudando-a em sua condição suicida. Sabe-se lá porque fantasmas não comentam, mas talvez tenham seus motivos e sejam bons motivos!
Então sim, os números importam, mas mais importante que os números é passar a mensagem que você planejou no começo porque isso é o cerne de toda história, não? Passar uma mensagem. Se 1 pessoa só ler, já é lucro!


Você já disse querer ser autor profissional, e que não escreve apenas yaoi. Mas como foi a experiência de escrever sobre a comunidade LGBT, consequentemente tendo de descrever o preconceito não só na sociedade mas principalmente na família em Primavera de Rulim? Sabendo que são problemas reais enfrentados diariamente por muitas pessoas…

Não, não escrevo apenas yaoi, inclusive essa foi minha primeira história no gênero. Dai meus medos de "dar close errado". Ainda mais que meus temas são sempre distopias, fantasias e policiais.
Então passei para parte LGBT. Acho que o mais complicado foi a parte da família. Ódio externo é sempre "mais fácil" de lidar, mas dentro de casa é sempre mais complicado!

O ódio vindo daquelas pessoas que sempre disseram que te amavam e te dariam suporte em tudo é devastador, e quando esse ódio deixa de ser só ódio e vira violência é destruidor! Eu me perguntei por muito tempo como ia fazer nessa parte da história, para passar o que precisava passar ao leitor sem soar falso (tenho a mania de experimentar as coisas antes de escrever sobre elas. Em um romance policial que o protagonista cai do prédio eu fiz um salto em queda livre antes para saber como descrever a cena, só uma exemplo). Mas para a situação de Lucas eu não tinha como vivenciar aquilo que ele vivenciou na história, então me preocupei muito com a qualidade do que ia escrever! Por sorte tenho vários amigos gays e bi e alguns sofreram muito ao terem de se assumir, Então usei um pouco do conhecimento deles emprestado para essa parte da história, além de muita pesquisa no tio google!

Fora Primavera de Rulim, você tem mais projetos sendo escritos?

Sim, tenho no momento três histórias em andamento.
A nova estação, que é uma continuação indireta de Primavera de Rulim, tratando sobre temas mais adultos com menos interferência da família e mais sobre relacionamentos e as responsabilidades de sair da adolescência e ter que lidar com os deveres de virar adulto!

Tem a Maldição Soverosa, que é aonde estou me dedicando mais no momento (Nova Estação estou fazendo o roteiro ainda, enquanto Soverosa já estou escrevendo mesmo). Está é sobre três famílias escravagistas da época colonial que foram amaldiçoadas por índias e "bruxas" de origem africana. E essa maldição perdurou por gerações até Kaio, o protagonista. E como tem toda história minha, essa o destaque está para o emponderamento negro, onde a maioria dos personagens são negros ou de misturas de raça, e aborda muito tema de racismo, desigualdade, exploração do mais pobre, etc.

E a última e que estou terminando é Draco et Homines; Sangue e terra (minha maior história em tamanho, de fantasia), como é a continuação de Lágrimas de fogo não adianta explicar muito sobre, mas aborda tantos temas tabus quanto as outras, só que com o advento de dragões e magia (quão legal é isso?). E essa felizmente falta só oito capítulos pra acabar, depois de quase um ano e meio escrevendo-a.

Esses são os três projetos atuais em andamento. Mas já comecei um quarto só na ideia ainda, mas esse é segredo por enquanto.

Ok, autor. Para terminar, que tal umas “perguntinhas curtas” (mas não tão curtas, porque eu falo demais). Um sonho?

Em curto prazo: publicar um livro. Longo prazo: sair do país (mas pretendo voltar depois)

Um autor nacional favorito?

Pedro Bandeira

O que você falaria para o seu eu de onze anos?

Você tem futuro na escrita, mas preste atenção nas aulas de português, seu português é horrível!

(risos), modesto! Uma dica relâmpago para autores iniciantes que têm o mesmo sonho que você.

É clichê… mas, não desista! O que tenho de amigos que largaram suas fics por comentários de hater ou por falta de leitor… Se você começar a escrever algo VÁ ATÉ O FIM! Não pelos outros, por você! Se você conseguir terminar, só assim vai descobrir se é isso o que realmente quer fazer.

Que amorzinho! ♥ Bem… então acho que é só, Yuri! Obrigada pela oportunidade.

Eu que agradeço pela chance de falar um pouquinho sobre mim e sobre temas importantes como a questão da comunidade LGBT! E, claro, a chance de estar em um pedacinho do blog! (risos)

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Simpático, não? Quem quiser saber mais sobre a estória, ou estórias do Yuri entra no perfil dele é dá uma conferida… vocês não vão se arrepender!


Beijos, gladiador(a)!
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