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Conhece o Wattpad?




Oi pessoal, hoje vamos falar um pouco do Wattpad, alguém já o conhece?

O Wattpad é uma aplicativo para escrever, ler e divulgar livros, fanfics, séries literárias.
Ele é bem prático e fácil de usar e está disponível para Android e iOS, além de você poder acessá-lo no browser do pc.

Existem milhares de histórias nele, e o que é mais interessante, brasileiras. Há muitas obras originais (como um livro meu) que já fazem sucesso por lá, sendo variados os estilos, classificação por idade e temas.

Vale muito a pena dar uma passada por lá e garimpar aquilo que te agrada como leitor, tenho certeza que você vai achar alguma coisa. E se sua praia é escrever, não perca mais tempo, use-o a seu favor, exponha o que produz lá e já tenha o retorno do público diretamente, pois há espaço para avaliação e comentários. Tudo que precisa ser feito é um breve cadastro.

Se quiser começar, caso ainda não conheça essa plataforma, te convido a conhecer meu perfil, espiar o que andei postando lá e quem sabe deixando seu cometário para mim?!

Só clicar aqui: https://www.wattpad.com/user/BrendaChaia Confira mesmo se já conhecer o Wattpad. 
;)

Não arranje mais desculpas para esconder seu trabalho, encontre as oportunidades. 

Compartilhar


Hoje venho falar da importância de compartilhar.

Na vida, nos sonhos, nas horas tristes... se estivermos sozinhos tudo fica mais difícil, o desafio fica maior.

Foi pensando nisso que resolvi criar o projeto "O QG dos Escritores", um espaço para qualquer escritor que queira dividir com outros seus medos, suas dúvidas e suas obras.  Lá também seria muito bem vindos os betas (leitores "críticos") para enriquecer ainda mais nossa troca.

Lá, juntos, poderemos nos ajudar a enriquecer nossas próprias histórias, a descobrir como coloca-las para o mundo, divulga-las, enfim, unidos poderemos descobrir o "caminho das pedras" para que nossa escrita possa ser cada vez mais marcante e presente.

Convido vocês a fazerem parte deste grupo, basta entrar aqui https://www.facebook.com/qgdosescritores/ e curtir.

Vamos todos criar novos mundos e possibilidades?

A ortografia é tudo em uma história?

Tags: Anime, miazi, THE iDOLM@STER, Amami Haruka
http://www.pixiv.net/member.php?id=2551745

Um ponto que rodeia e gera muita discussão no campo da escrita é a ortografia, se todos devem sempre seguir as regras, se a história ainda vale mesmo com uma ortografia cheia de erros, se devemos repudiar qualquer história por estar fora das regras e esse tipo de coisa.

Só que, de que adianta a pessoa escrever perfeitamente, se ela não expressa sentimentos, se o enredo não tem desenvolvimento? Enquanto outra pessoa que não escreve de acordo com as regras expressa sentimentos, desenvolve bem o enredo, mesmo assim ela é ignorada, afinal para a maioria das pessoas, o que vale é só um dos vários pontos necessários para uma história estar boa.

É como julgar um anime pela animação ou pelo traço, como se apenas esses dois pontos fossem os pontos chaves e sim eu sei como é ruim um anime ter um enredo maravilhoso com uma animação ruim, mas se eu desistir dele estarei perdendo uma história ótima, algo que me cativa.

Voltando para as fanfics/originais, no caso delas é ainda pior, pois muita gente fica zoando, fica de panelinha, de chacota, só por causa da escrita e não foram poucos os casos que eu vi, nem dá para contar nos dedos. Se a história for clichê então, ai que vai ser zoada até o autor deletar ou até o autor decidir acabar com esse sofrimento, os enfrentando.

Isso se não elegem perolas, pois não imaginam que o autor possa descobrir ou se sentir mal com tudo aquilo, até porque, é difícil pensar nos sentimentos dos outros já que é para seu divertimento.

Eu entendo quando amigos zoam amigos, mas se você não conhece a pessoa, você pode printar a história dela e jogar para o mundo ver só porque você achou que podia? Sério?

Muitas vezes se a pessoa vê um erro na sinopse já desiste, quando vê erros graves na escrita também, mas será que essa pessoa teve acesso aos mesmos recursos que essa pessoa? Até porque nem todos tem um bom acesso a internet ou o acesso a internet, nem todos tem aulas boas de português, nem todos tem acesso aos dicionários e várias outras coisas.

E sim, eu sei que existem pessoas que tem acesso a tudo isso e não se importa, mas não são meu foco nesse post, pois várias dessas pessoas tendem a ser rudes com aqueles que tentam ajudar, não aceitam críticas construtivas e chegam a juntar leitores para acabar com a paz de quem comentou. 

A questão que eu quero levantar com o post é a seguinte:
Mais vale uma boa ortografia a um enredo bem desenvolvido e personagens cativantes?

Sobre letramento e o Fanfiction



O Fanfiction é visto como um passatempo por grande parte de seus leitores e escritores. Sua produção voluntária e amadora e seu desinteresse econômico o tornaram apenas um hobby para os milhões de usuários mundiais que participam ativamente das comunidades de Fanfiction. No entanto, seu impacto e sua importância vão muito mais além dos momentos de prazer que a leitura ou escrita de uma história podem proporcionar. E para entender a verdadeira posição que o Fanfiction ocupa hoje precisamos falar sobre a indústria das prisões privadas.

Os EUA contam hoje com a maior rede privada de prisões no mundo[1]. Também contam a maior população carcerária do planeta[2]. O mercado de prisões é forte e continua aquecido por lá, mas para que essa indústria da prisão se mantenha sólida é preciso planejar bem seu crescimento. É preciso saber qual será a média de presos por ano, quantas novas celas é preciso construir, quantas unidades é preciso ampliar. E para calcular como essa população carcerária cresce, a conta é simples. Basta saber quantas crianças até 11 anos não sabem ler.

As estatísticas são duras: 75% dos estudantes que não conseguem ler corretamente até o fim da quarta série do fundamental acabarão na cadeia ou em abrigos governamentais[3]. E não estão restritas aos EUA: segundo a UNICEF, “aproximadamente 1 bilhão de pessoas começará o sec. XXI incapaz de ler um livro ou assinar seus nomes, e dois terços dessas pessoas serão mulheres.”[4] Mais do que sua funcionalidade, a habilidade de ler e escrever se tornou uma das principais ferramentas de crescimento pessoal. É por isso que estudos americanos utilizam separação entre a “alfabetização” (habilidade de ler e escrever) e o “literacy”, ou “letramento”. Enquanto um alfabetizado pode ler, um letrado pode entender o que está escrito. E enquanto um alfabetizado pode escrever, o letrado pode utilizar a escrita para comunicar seus pensamentos.

Infelizmente o sistema educacional do Brasil não investe no letramento, apenas na alfabetização. O resultado é visível: 27% dos brasileiros são analfabetos funcionais, pessoas que conhecem as letras e os números, mas são incapazes de apreender sentido deles[5]. Para se ter uma ideia do problema do letramento, no ENEM de 2014 apenas 250 estudantes, em todo o país, tiraram nota máxima em redação. Enquanto aproximadamente 529 mil tiraram nota zero. Desses, 217 mil por fugirem do tema da redação: embora soubessem ler, não conseguiram interpretar o enunciado da questão[6].

Com a média de 1,7 livro lido por ano, o Brasil está na lanterna do letramento. E grande parte disso se deve a falta de incentivo da leitura. Pais não leem para os filhos, estudantes abandonam a escola, professores também não leem[7] e os livros de leitura obrigatória nas escolas se tornam fardos ao invés de diversão. Com a relação direta entre analfabetismo e a pobreza e violência, uma parte significativa de nossa situação social e econômica se deve à nossa ausência de letramento.

Nesse cenário tão desolador, o Fanfiction surge como uma ferramenta precisa de combate ao analfabetismo funcional. Estudos[8][9][10] demonstram que escritores de Fanfiction apresentam taxas de letramento muito mais altas que estudantes regulares em mesma situação. Isto é, se dois estudantes que receberam a mesma educação são colocados lado a lado, o autor de Fanfiction ainda assim tem seu letramento mais desenvolvido. Cientistas de Baltimore também descobriram que o letramento muda as estruturas cerebrais, retardando o envelhecimento do cérebro e aumentando o poder cognitivo[]. Ou seja, escritores de Fanfiction exercitam sua estrutura cerebral ao escreverem.

Mas o Fanfiction não precisa estar limitado à Internet. Professores que aplicaram exercícios de escrita tipo Fanfiction em salas de aula relataram melhora significativa no letramento dos alunos[11][12][13], com 100% dos estudos de caso retornando resultados positivos. Não só o Fanfiction é um divertido passatempo, como também é uma poderosa ferramenta educacional. Até os clássicos “cabeça” da aula de literatura são mais bem recebidos pelos alunos quando eles podem escrever Fanfiction sobre os livros[14]. Capitu alienígena e Auto da Barca do Inferno versão brasileira? Não há limites para a imaginação.

Qualquer auxílio para deter o crescimento do analfabetismo funcional é bem-vindo. Aplicar o Fanfiction em sala de aula, escrever só entre amigos, publicar na web ou colar no mural da escola, todas são iniciativas válidas. Da mesma forma que é positivo incentivar crianças a lerem e escreverem Fanfiction, a compartilhar as obras com os adolescentes, adultos e idosos. No experimento em Baltimore, a taxa de letramento subiu exponencialmente entre crianças quando idosos do asilo local se propuseram a ler para elas e conversar com elas sobre os livros. Clubes de leitura, discussões coletivas e comunidades de fãs também conseguem injetar aumentos significativos no letramento.

Que escrever sobre nossos personagens e ideias é divertido, disso ninguém duvida. Mas saber que o Fanfiction melhora a cognição, desenvolve o cérebro, serve de ferramenta de ensino, é capaz de diminuir as taxas de pobreza e violência e até ajudar a esvaziar as prisões do mundo coloca a atividade em outro patamar. E essa é também a responsabilidade de todo autor da comunidade, de todo leitor e de todo beta, designer, moderador, administrador... Se, um dia, as prisões privadas deixarão de ser um negócio lucrativo é difícil de saber. Mas cada vez que escrevemos, estamos ajudando esse sonho a se concretizar.



Era uma vez...





Era uma vez uma fã de Harry Potter que queria muito poder mudar algumas coisas na história mais cativante que já tinha lido, então ela descobriu as fanfics e resolveu escrever uma só dela.

E foi assim que eu comecei a escrever, lá em 2009/2010, e logo de cara a minha primeira fanfic ganhou vários prêmios, naquelas épocas de comunidades de Orkut.

Foram esses prêmios e o carinho de leitores que me deu coragem para escrever uma história inicial e então nasceu “Alice”, meu primeiro livro, que foi publicado em agosto de 2012. Agora, em 2016, lancei meu segundo livro, As linhas que escrevi, disponibilizado em e-book apenas.

Escrever não é fácil e o sonho de ser um escritor, ao menos um pouco reconhecido, é um grande desafio a se realizar, mas não impossível. O que eu aprendi com as minhas experiências?

Não seja afoito! Pois é, eu quis muito que “Alice” chegasse até as pessoas e acabei metendo os pés pelas mãos. Não escolhi bem e acabei me afiliando a uma editora* caloteira e até hoje sigo com processo na justiça. Por isso meu segundo livro ainda não está disponível impresso, gato escaldado tem medo de água fria.

Depois, releia o que escreveu e pergunte se você gostaria de ler o que está ali. Sim? Então se joga! A internet hoje facilita muito o nosso trabalho e existem plataformas para que seu livro possa chegar a outras pessoas, monitorizado ou não, aí a escolha é sua.

As vezes o retorno é lento e vem aquela vontade de desistir, mas não permita que o seu “Era uma vez..” vire fim. Quem acredita em mundos incríveis e os escreve, tem que acreditar que em algum momento as coisas nessa realidade aqui também vão acontecer.
Escrever é a arte de eternizar sentimentos, momentos e a gente mesmo, vamos todos ser infinitos!

Boas leituras, mas principalmente, ótimos “era uma vez” vindos de dentro de você mesmo.


*A Editora é Literato/Bravo Grupo Editorial sediada em Belo Horizonte/MG. Se alguém já ouviu falar, ou pensou em fazer negócios com eles, corram para as masmorras, para bem longe deles.

A Torre Acima do Véu - COMENTADO

*Participante do Projeto "Leia Mais Nacionais”. 


Arrisque-se sob a névoa. 

A distopia fantástica que Rebeca Spindler nos apresenta é, de fato, fantástica. A história chama a atenção já pela premissa cheia de promessas de originalidade e cumpre este quesito com louvor! A Torre Acima do Véu é algo inédito, desconfiei quando li a sinopse pela primeira vez e me senti satisfeito ao descobrir que estava certo. 
Em seguida, temos os personagens. “Cativantes” é a palavra ideal, e ao mesmo tempo, insuficiente para transmitir como as criações de Roberta fazem-nos apegar. São pessoas tão bem desenvolvidas que você começa a sentir por eles. Medo, tensão, solidariedade, surpresa, raiva. Cada situação em que a narrativa os conduz traz um sentimento novo, que dificilmente não será absorvido pelo leitor - visto que não torcer por eles é praticamente inevitável. 
No mundo quebrado, onde absolutamente tudo é nocivo e restrito, e onde estão inseridos, a ansiedade e apreensão a cada passo que os aproxima do perigo é vivenciada pelo leitor. 
A narrativa é mais do que envolvente e a autora soube aproveitar o próprio enredo para, a cada página lida, despertar cada vez mais curiosidade, surpresas e aquela ânsia por mais. Do meio para o fim, você não vai querer parar de devorar as páginas.
Porém, como nada é completamente perfeito, também temos os pontos negativos. E o principal deles é a ausência de sequências da obra. Quado a última frase for lida, você vai pensar algo como "Acabou? Tem continuação, né?! Tem que ter!", mas, mais do que isso, é um pecado o fato de não terem tirado as palavras do papel e materializado-as em cenários reais e visíveis a todos (pelo menos, não ainda - e não temos previsões, o que dificulta um pouco as coisas). 
A Torre Acima do Véu precisa, urgentemente, ser descoberta por alguém envolvido com mídia. É o tipo de ideia que grita por uma chance à frente das câmeras. E você, leitor, vai desejar isto mais do que nunca ao perceber que, corajosamente, foste um dos poucos a arriscar-se sob a névoa. 
Por fim, eu gostaria de dizer que não estou menos orgulhoso e feliz em ler as palavras “Literatura Brasileira” logo acima do código de barras, estampada em fonte Arial doze (chutômetro) no verso da capa. Elas são um consolo e renovo de esperanças. É maravilhoso pensar: "uma obra como essa é nossa!".

Abaixo, a sinopse:

"Quando uma densa e venenosa névoa surge misteriosamente, pânico e morte tomam conta do planeta. Os poucos sobreviventes se refugiam no topo dos megaedifícios e arranha-céus das megalópoles. Acuados, vivem uma nova era de privações e sob o ataque constante de seres assustadores, chamados apenas de sombras. Suas vidas logo passaram a depender da proteção da Torre, aquela que controla os armamentos e a tecnologia que restaram. Cinquenta anos se passam, na megacidade Rio-Aires, Beca vive do resgate de recursos há muito abandonados nos andares inferiores, junto com seu pai e seu irmão. A profissão, perigosa por natureza, torna-se ainda mais letal quando ela participa de uma negociação traiçoeira e se vê cada vez mais envolvida em perigos e segredos que ameaçam muito mais do que sua vida ou a de sua família."

Pontos +:
- Literatura nacional - PODER BR;
- Distopia bastante original;
- Personagens carismáticos e marcantes (você começa a saber quem é quem logo nas primeiras aparições ou menções);
- Ficção científica com uma pitadinha de fantasia (que faz sentido na ambientação construída e não deixa aquela sensação de "nossa, que irreal/forçado!");
- Ação e surpresas na medida certa;
- A história não cai na monotonia em momento algum (mesmo as benditas explicações são interessantes).


Pontos -:
- Quado o negócio começa a ficar no nível "Cabuloso +++++!" (não tô exagerando, é uma loucura!), acaba. E até o momento, não temos previsões de continuação.
- Deixa o gosto de quero muito mais.
- O mistério maior - e pano de fundo principal da história - só começa a ser resolvido no fim  e aí a gente volta para o dois primeiros tópicos;
- Ninguém conhece.

Pior ponto: Ninguém conhece (piorou quem mexe com mídias televisivas).


FINAL: 9/10
Recomendaria? Leiam por que vale muito a pena (preços e disponibilidades no link do Skoob, logo abaixo). 


 FICHA TÉCNICA:
*A Torre Acima do Véu*
Autora: Roberta Spindler (Facebook, Twitter, Site)
Gêneros: Ficção Científica, Distopia, Ação, Aventura.
Editora: Giz Editorial
1ª edição: 2014
Nº páginas: 270
Capa: Rafael Victor
Skoob: A-Torre-Acima-Do-Véu

Até logo!
O Garoto do Beco

RESENHA/ LIVRO AZEITONA DE BRUNO MIRANDO (BUBARIM)



Olá gente do Beco! Tudo bem com ocês? Aqui é a Menina Nathalia novamente, depois de muito tempo sem postar nada hehe (desculpa)

Você que gosta de assistir booktubers, ou vídeos sobre o cotidiano com um jeito engraçado de narrar, provavelmente conhece o Bruno Miranda (Bubarim, como eu prefiro hehe).
O Menino Bruno começou no Youtube em 2012 com seu canal de livros, Minha Estante – deixando de lado o seu blog, com o mesmo nome, e trabalhando somente com isso. Em 2015, ele começou a se dedicar mais ao seu canal de humor, o Bubarim.
Eu o acompanho desde 2013, e pelo que me lembro, Bruno sempre teve essa vontade de escrever e lançar um livro. Com a ideia/enredo de Azeitona na cabeça, ele queria fazer uma mini série em seu canal com seus amigos sobre a história, mas ai a Planeta o convidou para escrever um livro, junto com o Eduardo Cilto (Booktuber do Perdido nos Livros), e foi quando ele botou a mão na massa.
Neste ano de 2016, ele faz sua turnê mundial brasileira para o lançamento de Azeitona, conhecendo um pouco mais do amor de seus fãs.

Título: Azeitona
Autor: Bruno Miranda
Editora: Planeta

SINOPSE: Ian e Emília não trocaram mais que duas palavras desde que começaram a estudar juntos, mas é o nome dela que vem à mente dele quando precisa de uma parceira para um plano mirabolante: participar de um reality show sobre casais adolescentes que vão ser pais. Isso em troca de um cachê capaz de resolver todos os seus problemas.
Ian tem dezesseis anos e foi criado pela irmã, Iris, que precisou abrir mão de oportunidades na vida para cuidar dele. Agora, quando ela finalmente vai conseguir se formar na faculdade, ele se sente na obrigação de retribuir de alguma maneira.
Emília, aos dezessete anos, não quer retribuir nada a ninguém – pelo contrário, seu sonho é sair de casa o quanto antes para não discutir mais com a mãe, com quem sempre teve uma relação conturbada.
O fato de que eles não são um casal nem têm planos de ter um bebê de verdade parece apenas um detalhe. Mas a vida reserva surpresas, nem sempre boas, para quem acredita que é fácil inventar a própria história.

O protagonista do livro é o Ian, que é só mais um garoto normal de sua escola. Ele foi criado pela irmã mais velha, desde que sua mãe morrera, e que agora esta grávida e prestes a se formar na faculdade. Como nunca foram ricos (e nem perto disso), Ian se sente devendo algo a irmã por ter passado quase que uma vida inteira cuidando dele.
Enquanto Ian acompanha sua irmã numa consulta, ele conhece Catarina, a produtora de um reality show muito famoso, que se trata de adolescentes que vão ser pais. O garoto tenta explicar que não tem namorada, e que MUITO menos ela esta grávida, mas a produtora esta desesperada e ao falar do cachê do programa, Ian começa a dar um pouco mais de atenção.
O garoto fica pensando sobre isso; o dinheiro daria muito bem para obter um vida ótima à todos de sua família (inclusive ao seu futuro sobrinho), mas onde ele arrumaria uma louca para ser a sua namorada grávida? Foi então que ele teve uma trabalho de química na escola, e Emília, é uma das meninas que faz parte de seu grupo.
Ela, com dezessete anos, tem uma péssima relação com sua mãe, e Emilia quer simplesmente sair de casa. Depois de muitos momentos constrangedores entre ela e Ian em frente as câmeras, Emilia aceita ser a “mãe da criança de Ian”, de impulso, também pelo cachê.
Agora, eles terão que esconder isto de todo mundo (não só que estão participando de um reality show para parentes e amigos, mas também de que não são pais, para os participantes e produtores dos Novos Pais) sem levantar suspeitas.
Além disso, o livro é narrado em terceira pessoa, o que nos dá uma visão mais ampla do universo que Bruno criou. Fora Ian e Emilia fingindo que são pais, há também várias histórias ao redor interessantes e que precisam ser resolvidas.
O que mais gostei neste livro, é que os personagens do Bruno são muito característicos. As personalidades são bem detalhadas; ou você ama tal personagem ou odeia.
Outro fato, é que nada é fantasioso na história. Não digo pelo lado de ter dragões e sereias, mas os acontecimentos em si são muito realistas, e não acontece nada do tipo de “Holy Shit, isso nunca aconteceria na vida real!”.
A descrição do Bruno é bem detalhada (e eu AMO detalhes), seja por descrição de cenário, personalidades ou sentimentos. Você consegue imaginar tudo como deve ser, sem ficar chato ou cansativo. A escrita é muito divertida e fluente, você lê trinta páginas e nem vê, pois é leve e você pode literalmente chorar de rir, ou chorar de tristeza mesmo.

O livro não é inteiramente de romance, mas sim sobre família. Todos os os problemas, preocupações e piadas ruins que uma pode ter. Se um dia este livro virar filme, eu voto para a música Família - Titãs como trilha sonora.
Azeitona já esta a venda nas melhores livrarias do país, e você pode comprar também online, na Amazon ou Saraiva.
O LIVRO GANHA 4 ESTRELAS E    <3



Escrever fanfics/fanfictions não torna ninguém pior ou melhor


Quase sempre vejo pessoas mostrando que as fanfics/fanfictions ainda sofrem preconceito por parte de um grande número de escritores em sites de escrita, não importa em qual seja, elas ainda veem que são tratadas como se não conseguissem escrever nada original e isso as tornariam menos escritoras ou menos importantes, pois eles tomaram vários dias só para ter uma ideia original, sendo que vamos combinar, a gente não faz nada 100% original e sim alguns elementos originais.

Se a pessoa escreve em fandoms de cartoons, animes ou filmes animados, aumentam as chances de serem rotuladas como infantis, pois desenhos são para crianças e não para adolescentes ou adultos ou idosos. E também falam que ela vai conseguir sucesso mais fácil, uma vez que se ela posta em Naruto é 100% de certeza que vai conseguir, isso na visão da pessoa que reclama. E não é bem assim, mesmo em fandoms de animes em populares, se você não posta com NaruHina, SasuSaku, Romance como foco ou qualquer outro ship, é quase certeza que não vai fazer sucesso, mas existem ships que flopam também, até mesmo NaruHina ou SasuSaku podem flopar, então o que eu disse foi algo baseado na visão de vários.

O fandom de livros tem autores que proíbem as fanfics/fanfictions, ou seja, se você escrever uma fanfic/fanfiction dessa obra pode ser processado pelo autor original do livro. 

Por mais que escrever fanfics/fanfictions pareça fácil, não é caso você faça uma com as personalidades dos personagens quase iguais as das mídias, além de continuar com o universo original, caso seja essa a sua ideia e é bem difícil, mas existe um problema na hora de escrever essas histórias de fãs, o plágio.

Até onde elas são nossas e até onde elas são plágios?
Esse link vai te socorrer e saciar as dúvidas daqueles que sempre acham que todas as histórias de fãs são plágios.

Algumas pessoas só conseguem escrever fanfics/fanfictions, mas não é por isso que todos os escritores desse tipo de ficção não consigam escrever histórias originais, aquelas que eu citei no começo do post. Essas pessoas que não conseguem criar seus conceitos originais que diferenciam uma original de uma ficção de fã, criam personagens originais dentro da história e é o que nós chamamos de OC ou Original Character, PO ou Personagem Original. 

Além disso, existem fanfics/fanfictions interativas, que se passam no universo do fandom, mas existem personagens originais, algumas vezes com os da obra, outros só com o universo e alguns até em universo alternativo, algo bem diferente e louco.

Uma coisa que assombra as fanfics/fanfictions são os OOCs, Out of Character ou FdP, Fora do Personagem. Quando é com motivo, ninguém reclama, mas quando o autor não dá motivo nenhum, ai geral fica louco e se for em universo alternativo, puts, ai que a galera do fandom pode enlouquecer. Só que existem aqueles que gostam de OOC + UA, outros que gostam só de OOC, outros que gostam só de UA e outros que não gostam de nenhum.

Nos UAs, as pessoas criam universos novos para os personagens daquela mídia, mas boa parte é de colegial e isso muita gente já cansou de ver. E nas originais sei que muita gente já cansou dos colegiais também.

E sabe qual uma das maiores inspirações para as fanfics? 
As fanarts, artes de fãs feitas com cenas que não aconteceram ou que especulam para o futuro daquela mídia. Tanto que eu coloquei uma fanart nesse post para ver se alguém se inspira também, uma vez que ela é linda e divosa. 
Além disso, muitas das cenas que acontecem dentro da mídia geram ideias para escrever, com cenas que nunca acontecerão ou que eles acham que vai acontecer. As vezes até um beijo é especulado, mas é bem raro de acontecer, sim, desculpe-me por dizer isso, mas acontece tanto comigo e deve acontecer com você também.

Por favor, parem de falar que todo fandom faz sucesso, só porque a sua original não fez, pois nem todos os fandoms dá sucesso, não é porque eu escrevo de fandom que eu vou ter sucesso garantido, obrigada.
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